Endometriose, e agora?

A Endometriose é uma doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e que consiste na presença de endométrio em locais fora do útero: Fundo de Saco de Douglas (atrás do útero), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto), tubas uterinas, ovários, superfície do reto, ligamentos do útero, bexiga e parede da pélvis (peritôneo).

Ela é tanto tratada como uma doença genética quanto como uma doença do sistema de defesa.E, o que se sabe, realmente, é que durante a menstruação as células do endométrio se desprendem e são enviadas pelas tubas uterinas para o abdômen. Muito embora, a maioria das mulheres possuam células endometriais no líquido peritoneal em volta do útero, somente 7% delas desenvolvem a Endometriose.

O seu diagnóstico é feito através de anamnese (histórico clínico), exames físicos e ginecológicos, ultrassonografia endovaginal especializada, ressonância nuclear magnética, ecocolonoscopia, dosagem de marcadores (CA-125) e exames de laboratório. O exame de toque é de especial relevância no diagnóstico da endometriose.

Apesar de todos os exames disponíveis, a certeza só poderá ser obtida através do exame anatomopatológico da lesão (biópsia) que é feito através das técnicas de laparotomia, laparoscopia ou videolaparoscopia. Procedimentos cirúrgicos realizados sob anestesia geral. Este último, ao qual fui submetida, a recuperação dá-se em 10 dias.

Não há cura para endometriose, mas o tratamento cirúrgico tem como objetivos: o alívio/redução da dor (e esta é severa e debilitante), a remoção/redução dos implantes, a reversão/limitação da progressão da doença, a preservação da fertilidade e o adiamento da recorrência do problema.

Os implantes de endometriose são destruídos por coagulação à laser, vaporização de alta frequência ou bisturi elétrico. A maior parte dos sucessos terapêuticos decorrem de uma primeira cirurgia bem planejada. Cirurgias repetidas são desaconselhadas, pois aumenta a chance de aderências peritoneais, tão prejudiciais como a própria doença.

Em mulheres que pretendem engravidar, o tratamento pode ser feito com cirurgia e tratamento hormonal, ou tratamento hormonal e depois cirurgia. No entanto, estudos atuais mostram que em mulheres com endometriose e que não conseguem engravidar, a melhor alternativa é a FIV (já que a endometriose reduz bastante as chances de sucesso de uma gravidez natural), e que a presença de endometriose não afeta as taxas de gravidez quando esse método é escolhido.

Caso você sinta cólicas menstruais intensas, dores lombares, dores pélvicas ou abdominais durante as relações sexuais, dores nos intestinos/reto ao defecar ou dores tipo “infecção urinária” na época da menstruação, não espere mais, procure um especialista e trate o problema. Ninguém precisa viver com dor e, principalmente, não aceite ser receptáculo de analgésicos, vá fundo na busca de respostas, a analgesia só resolve o sintoma e não a causa do seu problema!

Um pensamento sobre “Endometriose, e agora?

  1. Amiga, larga tudo e parte para uma fertilização in vitro, de vcs mesmo. É mais rápido. Não sei as leis que regem o assunto, nem se com endometriose vc consegue segurar uma gravidez, veja isso primeiro, mas parte logo para os finalmentes, te prepara, prepara o útero e recebe o bebê feito de uma maneira diferente. Sei bem o que passas, eu tbm passei por isso tudo e perdi muito tempo.
    beijos

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