Hipovitaminose D, Proteção Solar e Infertilidade.

Pesquisadores afirmam que o uso indiscriminado e por vezes desnecessário de protetores solares, a fim de se evitar o câncer de pele e o envelhecimento cutâneo precoce, pode causar a hipovitaminose D em seus usuários, uma vez que para a formação da pré-vitamina D nos tecidos cutâneos é necessária a absorção da radiação ultravioleta B.

Mesmo os filtros solares fracos (FPS = 8) bloqueiam em 95% a capacidade do seu corpo de gerar vitamina D. É por isto que o uso constante de protetores solares provoca deficiência crítica de vitamina D.

E, para que serve a vitamina D? Ela é responsável pela absorção intestinal do cálcio e pela sua reabsorção renal (prevenindo a osteomalácia); ela diminui a secreção de paratormônio e previne o hiperparatireoidismo secundário; reduz a incidência da Síndrome da Morte Súbita Infantil e de problemas mentais nas crianças.

Ainda, em relação à reprodução humana a vitamina D é  importante para se evitar a esterilidade e a má formação congênita; ela é responsável pela regulação e diferenciação dos linfócitos, dos macrófagos e das células NK, pela redução da produção de citocinas inflamatórias e pelo aumento da produção daquelas ditas anti-inflamatórias, portanto tendo participação fundamental nas causas de abortos de repetição.

Um estudo dinamarquês revelou que a vitamina D é importante também à espermogênese e à maturação dos espermatozóides humanos, uma vez que o receptor de vitamina D (VDR) tem expressão nos testículos e, portanto, as quantidades de vitamina D presentes no organismo afetariam a sobrevivência, a funcionalidade e a motilidade (sua concentração sorológica estaria associada ao aumento intracelular de cálcio nos gametas) dos espermatozóides maduros.

Ainda, uma pesquisa austríaca apontou que os treinantes, papai e mamãe, ao tomarem sol terão um aumento dos níveis de progesterona (13%), de estrogênio (21%) e de testosterona, o que melhoraria os ciclos reprodutivos femininos e também auxiliaria o desenvolvimento saudável do núcleo das gametas masculinos.

Portanto, os médicos dermatologistas antes de prescreverem o uso de protetores solares, deveriam sempre verificar as condições clínicas do paciente através de uma dosagem simples e barata de vitamina D no sangue e orientá-los a tomar sol de maneira consciente e usual. Assim, no futuro, teremos casais férteis, sem câncer ou envelhecimento precoce de pele.

Por favor, treinantes, não se enganem: manter hábitos alimentares saudáveis é salutar, mas não é o suficiente, pois apenas alguns alimentos contêm naturalmente níveis significativos de vitamina D. De acordo com pesquisadores, da Universidade de Zurique, a fim de obter níveis adequados de vitamina D somente através da dieta, teria-se que se  consumir duas porções de peixes gordos como o salmão e a cavala todos os dias ou ainda, cerca de dez copos grandes de leite enriquecido com vitamina D.

Assim, é necessário aumentar os níveis de vitamina D no corpo através de suficiente exposição ao sol e suplementação a fim de utilizar todo o potencial da vitamina do sol para manter o funcionamento apropriado do corpo. Tomar vitamina D ainda jovem pode ser bom para o corpo a longo prazo. Resultados de um estudo conduzido pela Universidade de Zurique confirmaram que quantidades suficientes de vitamina D tomadas consistentemente são necessárias para manter a saúde, principalmente, dos ossos.

O estilo de vida atual de trabalhar em ambientes fechados tem contribuído para o crescente número de casos de deficiência de vitamina D em todo o mundo. Isto é agravado pelo fato de que nem todo mundo está consciente de que ele ou ela pode ser deficiente de vitamina D. Ah, claro, não se esqueçam: os saudáveis raios de luz solar natural não atravessam o vidro e, por isto, seu organismo não produz vitamina D quando você esta no carro, escritório ou em sua casa.

A deficiência crônica de vitamina D não pode ser revertida rapidamente. São necessários meses de suplementação de vitamina D e de exposição à luz solar para “reconstruir” os ossos e o sistema nervoso.

E, como saber se os treinantes estão com deficiência desta vitamina? A melhor maneira de descobrir a deficiência de vitamina D é fazer um teste de sangue.

Entretanto, há alguns sinais que podem e devem ser verificados:

Osteoporose em Adultos ou Fraturas Ósseas Recorrentes em Crianças e Adultos (se a pressão firme do seu osso esterno dói, você pode estar sofrendo de deficiência crônica de vitamina D) (A deficiência de vitamina D na infância causa o raquitismo, falta de calcificação dos ossos);

Gripes Recorrentes em Crianças (Um estudo de intervenção de Cambridge, mostrou que vitamina D reduz a incidência de infecções respiratórias em crianças);

Fraqueza Muscular;

Psoríase;

Doença Renal Crônica ( pacientes com doenças renais crônica avançadas, especialmente aqueles que requerem diálise, são incapazes de produzir a forma ativa da vitamina D. Esses indivíduos precisam tomar 1,25-dihidroxivitamina D3 ou um dos seus análogos para apoiar o metabolismo do cálcio, diminuir os riscos de doenças ósseas ou renais e regular os níveis de paratormônio);

Diabetes (crianças que receberam suplementação de Vit.D durante o primeiro ano de vida, tiveram os riscos de desenvolver Diabates do Tipo 1 na idade adulta, reduzidos em 80%) (A deficiência de vitamina D pode agravar o diabetes tipo 2 e prejudicar a produção de insulina pelo pâncreas);

Asma (há significante redução dos ataques de asma em quem recebe suplementação de Vitamina D, principalmente nos primeiros anos de vida);

Doença Periodontal (aqueles que sofrem desta doença crônica da gengiva que provoca inchaço e sangramento devem considerar aumentar seus níveis de vitamina D para a produção de defensinas e catelicidinas, compostos que contêm propriedades antimicrobiais e diminuem o número de bactérias na boca);

Doenças Cardiovasculares (insuficiência cardíaca congestiva está associada com deficiência de vitamina D) (indivíduos com menores níveis de vitamina D têm um risco significativamente maior de desenvolver doença isquêmica do coração, infarto do miocárdio (IM), doença cardíaca isquêmica fatal e IM, ou morte precoce, em comparação com os indivíduos com maiores níveis de vitamina D);

Hipertensão (mulheres com níveis baixos de vitamina D (17 ng/m [42 nmol/L]) tiveram um aumento de 67% no risco de desenvolverem hipertensã0);

Esquizofrenia e Depressão (descobriu-se que manter suficiente vitamina D entre mulheres grávidas e durante a infância era necessária para satisfazer o receptor de vitamina D em todo o cérebro para o  seu desenvolvimento e manutenção da função mental na vida adulta).

Câncer (pesquisadores da Georgetown University Medical Center , em Washington DC descobriram uma ligação entre a ingestão elevada de vitamina D e risco reduzido de Câncer de Mama, especialmente o estrogênio-sensível. Ainda,  o aumento de doses de vitamina D está associado a uma redução de 75% do surgimento geral de câncer e 50% de total de câncer em casos de tumores entre aqueles que já possuíram a doença).

Câncer de Próstata (pessoas com a pigmentação escura da pele podem precisar de 20 a 30 vezes mais exposição à luz solar do que pessoas de pele clara para gerar a mesma quantidade de vitamina D. Por isto, também, o câncer de próstata é muito frequente entre homens negros).

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