Lupron: uma opção durante o processo de FIV

Lupron é um medicamento antineoplásico e anti-endometriótico que tem como substância ativa a Leuprolida. É indicado para o tratamento do Câncer de Próstata e da Endometriose, através da supressão da produção de hormônios dos testículos e dos ovários.

Efeitos Colaterais: hematomas, insônia, formação de cistos ovarianos, ondas de calor, náuseas, vômito, impotência, inflamação na vagina, amenorreia, perda ou ganho de peso, tontura, depressão, dor de cabeça, dores, fraqueza, perdas ósseas, secura vaginal, perda do interesse sexual e mudanças de humor.

Contra-indicações: gravidez de risco, pacientes em fase de lactação, sangramento vaginal anormal, hipersensibilidade a qualquer dos componentes da fórmula.

Indicações de Uso: o Lupron é um medicamento injetável, com doses individualizadas para cada caso. Durante o tratamento, os pacientes devem manter contato com o médico a respeito de qualquer efeito colateral descrito acima ou de outros que possam vir a surgir e que não tenham sido relatados.

As injeções devem ser ministradas corretamente e sem atrasos, pois o atraso sucessivo de algumas doses poderá acarretar hemorragias, ovulação e gravidez.

Treinante, fique atenta, ainda que o ciclo menstrual tenha parado, a gravidez ainda poderá ocorrer durante o tratamento e, por isto, há a necessidade do uso de um método contraceptivo adicional e não hormonal. E, não se esqueça mantenha seu Lupron na geladeira.

Duração do Tratamento:  12 meses, entre o 3º e o 6º mês haverá o alívio duradouro dos sintomas da endometriose. A perda óssea será revertida após o término do tratamento. Como regra, o ciclo retornará normalmente após 2 meses de seu término.

Uso em Ciclos de FIV: o medicamento neste caso é utilizado para o bloqueio e controle da ovulação, a fim de que os ovários respondam melhor à indução e que os folículos cresçam proporcionalmente (ambos obtidos pela treinante 1). A dose inicial diária é de 10 unidades até a descida da menstruação e após de 5 unidades até dois dias antes da aspiração folicular.

O seu uso associado as gonadotrofinas traz 2 vantagens: a acentuada redução do risco de descarga prematura de LH e a facilidade de manipulação do ciclo pelo médico. Inicialmente, o Lupron promove o esvaziamento do LH e do FSH endógeno hipofisário (nos primeiros 3 dias). E, após, com o uso contínuo, deverá ocorrer a queda paulatina da secreção endógena de gonadotrofinas, que deverá permanecer baixa e com pouca atividade biológica.

Estudos recentes demonstraram que o estímulo muito intenso não é benéfico nem para os óvulos e nem para as chances de gravidez. Quando o ovário é estimulado excessivamente ocorre uma grande produção de Estradiol e níveis muito altos podem alterar o endométrio, prejudicando a implantação embrionária. Além disto, podem levar a alterações genéticas nos óvulos em processo de amadurecimento final.

Outro estudo, concluiu que as mulheres que tiveram mais sucesso no tratamento de FIV foram aquelas que produziram entre a 15 óvulos maduros. E, seguindo este paradigma, a estimulação ovariana correta deveria ter por objetivo amadurecer um grande número de óvulos com boa qualidade de fertilização e permitir sua coleta para processamento laboratorial de formação de embriões.

No Protocolo Curto, o agonista é iniciado nos primeiros dias do ciclo, as gonadotrofinas endógenas são liberadas e auxiliam na captação dos óvulos, ao mesmo tempo que as exógenas são administradas. O uso é mantido durante a maturação folicular e a monitoração ecográfica orientará ao momento adequado de aplicação do HCG que coincidirá com a interrupção do agonista.

No Protocolo Longo, o agonista é iniciado na fase lútea do ciclo anterior e, neste caso, ocorre o esvaziamento das gonadotrofinas endógenas e após o bloqueio de sua secreção. A menstruação ocorre naturalmente pelos efeitos dos esteroides produzidos na fase folicular e lútea. Neste protocolo, o estímulo ovariano dependerá exclusivamente dos estímulo das gonadotrofinas exógenas e o agonista será mantido da mesma forma que no protocolo curto.

Treinante 1: relata que após o uso de Lupron, produziu cerca de 13 óvulos que cresceram como previsto e proporcionalmente, 6 deles foram selecionados laboratorialmente para a fertilização e 5 foram fertilizados com sucesso e com qualidade esperada.Os efeitos colateriais presenciados foram aqueles descritos em negrito.

2 pensamentos sobre “Lupron: uma opção durante o processo de FIV

  1. Parabéns pelo texto e pelo blog!
    Vc pode me enviar as referências sobre estímulo excessivo e anomalias cromossômicas nos óvulos, por favor?
    Muito obrigada!
    Deise

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