Treinante 1: Sobre as “Novas” Técnicas de Diagnóstico de Endometriose

Recentemente, foi apresentada no Jornal Nacional uma “Nova” técnica de diagnóstico de endometriose, que nem é tão nova assim, já que vem sendo desenvolvida desde 2003. O método desenvolvido no Brasil, requer um aparelho de ultrassom, um profissional especializado à leitura e análise de imagens da doença (este é o ponto que dificulta sua aplicabilidade prática) e uma paciente que s disponha a tomar um laxante meia hora antes do exame.

A técnica foi desenvolvida pela Faculdade de Medicina da USP, que já está organizando e ministrando cursos para habilitar mais profissionais ao diagnóstico específico da doença, para se qualificar o médico interessado deve ter conhecimento prévio em diagnóstico de doenças ginecológicas.

Muito embora, a sociedade médica brasileira esteja lutando para convencer o SUS a adotar o exame, que já é realizado de graça em alguns hospitais universitários, não há ainda previsão de sua liberação por parte dos órgão competentes.

Infelizmente, ainda há muito poucos centros no mundo com Know How de Diagnóstico de Endometriose. E, isto se deve, principalmente, ao fato de que alguns profissionais Papas no assunto simplesmente se recusam a ensinar a técnica para outros profissionais!

Anteriormente, a esta descoberta, pesquisadores australianos e Belgas haviam desenvolvido um outro procedimento de diagnóstico precoce da doença. O exame consiste em se extrair pequenos fragmentos do endométrio durante o exame ginecológico convencional (Biópsia Leve), apenas com a ingestão de um anestésico oral. Após, a coleta o material seria analisado à procura de fibras nervosas do tecido.De acordo com um dos pesquisadores, é possível fazer o diagnóstico com precisão em 100% dos casos, mas o método requer mais testes.

Ambas as técnicas, apesar de ser menos invasivas, deixam a desejar quando a doença atinge outros órgãos, coo: bexiga, intestinos, pulmões, apêndice e reto. Nestes casos, caso haja suspeita de focos da doença, a melhor opção de diagnóstico seria a associação de realização de ultrassom abdominal e retal às novas técnicas de ressonância magnética.

A treinante 1 já realizou todos os exames descritos aqui. Começou por uma Videolaparoscopia, totalmente inútil, já que somente serviu para diagnosticar erroneamente o grau da doença em seu organismo. Após, muito peregrinar de consultório em consultório, consultou com um cirurgião gástrico que lhe pediu ultrassons pélvicos, transvaginais e retais, bem como a realização de uma ressonância magnética, todos com protocolos e preparos específicos (bem mais complexos do que tomar um laxante) para a detecção da endometriose.

E, somente, após ter todos os resultados em mãos, planejou detalhadamente a Cirurgia Avançada de endometriose, muito mais complexa que uma Videolaparoscopia. Após a cirurgia, realizou ainda duas biópsias de endométrio, uma com Peeling Endometrial Total.

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