Elonva: Uma Alternativa para Treinantes que não gostam de Injeção!

Elonva pode ser sim o novo sopro de esperança para as mulheres submetidas a tratamentos de fertilização in Vitro e que não gostam da rotina diária de diversas injeções.

Sem sombra de dúvida a reclamação mais frequente das mulheres submetidas a tratamentos de reprodução assistida é o fato de precisarem tomar injeções diariamente durante a indução da ovulação. Embora este período normalmente não ultrapasse os 10 dias, algumas pacientes chegam a desistir do tratamento por certo tempo e às vezes para sempre, por considerarem esta fase um sofrimento inesquecível.

Estudos já demonstraram que o uso de medicações injetáveis está diretamente ligado ao abandono do tratamento, sendo considerado mais importante até do que o fator financeiro. Além do mais, uma única aplicação melhora a vida da paciente pois evita o rigor nos horários e a disciplina obrigatória que muitas vezes interfere negativamente na vida cotidiana do casal.

O Elonva é uma injeção única com dose equivalente a 7 dias de medicação.  Produzida por meio de tecnologia de DNA recombinante possui uma ação prolongada no organismo, substituindo os outros indutores de ovulação com meia vida mais curta. É utilizada em mulheres submetidas a tratamentos de infertilidade que necessitam de estimulação ovariana para o desenvolvimento de mais do que um óvulo maduro de cada vez nos ovários.

A paciente ou o seu parceiro podem realizar a aplicação da injeção no caso de terem recebido as instruções adequadas.

Quatro ou cinco dias após a injeção do Elonva, dependendo da resposta dos ovários, inicia-se o tratamento com um antagonista da GnRH, que impede uma liberação prematura dos óvulos pelos ovários. Sete dias após a injeção do Elonva, pode ser necessária uma estimulação ovariana adicional a ser complementada com injeções diárias de um outro indutor ovariano (FSH/LH recombinante). Por último, logo que três óvulos estejam próximos da maturação, é administrada uma única injeção de um hormônio chamado gonadotrofina coriônica (hCG) para a coleta dos óvulos amadurecidos.

Os efeitos do Elonva foram testados em modelos experimentais antes de serem estudados em seres humanos. Há dois estudos principais que envolveram 1905 mulheres que necessitavam de estimulação ovariana, os quais compararam o tratamento com o Elonva com o uso da folitropina beta (um medicamento contendo FSH também utilizado para estimular os ovários).

O principal parâmetro de eficácia nos dois estudos foi o número médio de óvulos colhidos em cada mulher após o tratamento. Em um deles, o objetivo secundário foi analisar o número de mulheres que engravidaram. Os resultados demonstraram que o tratamento com o Elonva foi tão eficaz quanto o tratamento com a folitropina beta.

No estudo com mulheres que pesavam mais de 60 kg, o número médio de óvulos colhidos em cada mulher foi de 13,7 nas mulheres tratadas com o Elonva e de 12,5 nas mulheres tratadas com a folitropina beta. Cerca de 39% das mulheres que receberam o Elonva engravidaram, em comparação com 38 % das mulheres tratadas com a folitropina beta.

No estudo com mulheres que pesavam 60 kg ou menos, o número de óvulos colhidos em cada mulher foi de 13,3 nas mulheres tratadas com o Elonva e de 10,6 nas mulheres tratadas com a folitropina beta.

Os efeitos secundários mais freqüentes associados ao Elonva (observados em 1 a 10 doentes em cada 100) são dores de cabeça, náuseas (sensação de enjôo), cansaço, dor pélvica e desconforto abdominal, queixas mamárias e síndrome de hiperestimulação ovariana (OHSS). A OHSS ocorre quando os ovários respondem de forma excessiva ao tratamento, o que causa inchaço e dor abdominais, náuseas e diarréia.

O Comitê dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) concluiu que os benefícios do Elonva são superiores aos seus riscos, tendo recomendado a concessão de uma autorização de introdução no mercado.

O tratamento com Elonva só deve ser iniciado sob a supervisão médicos experientes em tratamentos de infertilidade e que estão acostumados a utilizar medicamentos para esta finalidade.

Contra-indicações:

• Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes.
• Tumores dos ovários, mamas, útero, hipófise ou hipotálamo.
• Hemorragia (sangramento) vaginal anormal (não menstrual) de etiologia desconhecida/não diagnosticada.
• Falência ovárica primária.
• Quistos dos ovários ou ovários aumentados de volume.
• Antecedentes de Síndrome de Hiperestimulação Ovárica (SHO).
• Um ciclo prévio de EOC que resultou em mais do que 30 folículos ≥ 11 mm medidos por ecografia.
• Contagem inicial de folículos antrais > 20.
• Fibromas do útero incompatíveis com a gravidez.
• Malformações dos órgãos reprodutores incompatíveis com a gravidez.

* Ainda não existem estudos conclusivos sobre a ação desta droga em mulheres mais velhas, casos isolados identificaram melhor resposta na faixa etária acima de 40 anos quando associado ao agonista do GnRH (protocolo longo), porém nada conclusivo ainda.

Apresentação:

Cada seringa pré-cheia contém 100 microgramas de corifolitropina alfa em 0,5 ml de solução injetável.

A corifolitropina alfa é uma glicoproteína produzida em células de ovário de hamsters chineses (CHO) pela tecnologia do ADN recombinante

Como é utilizado (resumo):

• Em mulheres com um peso corporal ≤ 60 kilogramas deve ser administrada uma dose única de 100 microgramas.
• Em mulheres com um peso corporal > 60 kilogramas deve ser administrada uma dose única de 150 microgramas.

Dia 1 da estimulação:
Elonva deve ser administrado numa injecção única subcutânea, de preferência na parede abdominal, no início da fase folicular do ciclo menstrual.
As doses recomendadas de Elonva foram apenas estabelecidas para regimes de tratamento com um antagonista da GnRH

Dia 5 ou 6 da estimulação:
O tratamento com um antagonista da Hormona Libertadora das Gonadotropinas (GnRH) deve seriniciado nos dias 5 ou 6 da estimulação, dependendo da resposta ovárica, ou seja, do número e dimensão dos folículos em crescimento e/ou da quantidade de estrogênio em circulação. O antagonista da GnRH é utilizado para prevenir a libertação prematura do Hormonio Luteinizante (LH).

Dia 8 da estimulação:
Sete dias após a injeção de Elonva, o tratamento pode ser continuado com injeções diárias do Hormônio Folículo Estimulante (recombinante) (FSH(rec)) até que os critérios de estimulação da maturação final dos oócitos sejam alcançados. A dose diária de FSH(rec) pode depender da resposta ovariana. Em respondedores normais é aconselhada uma dose diária de 150 UI de FSH(rec). Dependendo da resposta ovárica, a administração de FSH(rec) no dia da administração da Gonadotropina Coriônica humana (hCG) pode ser omitida. Em geral, o desenvolvimento folicular adequado é alcançado, em média, no 9º dia do tratamento (intervalo de 6 a 18 dias).
Assim que forem observados três folículos ≥ 17 mm, é administrada uma injeção única de 5.000 até 10.000 UI de hCG no mesmo dia ou no dia seguinte à indução da maturação final dos oócitos. No caso de uma resposta ovariana excessiva, algumas recomendações são importantes para minimizar o risco da síndrome de hiperestimulação ovariana(SHO).

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