Adoçantes Artificiais e Açúcares: Mantenha Distância!!!

A obesidade tornou-se uma epidemia mundial, comprovadamente associada ao consumo de açúcar. Devido ao rápido aumento na incidência de sobrepeso e obesidade, o consumo de adoçantes artificiais cresceu nas ultimas décadas.

Desde que surgiram na indústria alimentícia, na década de 1950, os adoçantes têm os seus benefícios e potenciais riscos à saúde dissecados por especialistas de várias áreas. Recentemente, uma série de estudos engrossou a lista de possíveis perigos da ingestão dos chamados edulcorantes por seres humanos.

Um dos edulcorantes de baixa caloria mais conhecidos, o sintético aspartame – também chamado de E951 e introduzido na indústria alimentícia em 1980 – já foi relacionado a efeitos colaterais como reações alérgicas e nascimentos prematuros.

No mês passado, pesquisadores do Fertility Medical Group, com sede em São Paulo, avaliaram eventuais influências do consumo de refrigerantes e café adoçados artificialmente na qualidade dos óvulos e nos resultados dos ciclos de reprodução assistida (fertilização in vitro) de 524 pacientes (5.548 óvulos). Conforme a pesquisa, o consumo de bebidas dietéticas interferiu negativamente na qualidade do embrião e na sua chance de implantação no útero. Além disso, a probabilidade de engravidar foi diminuída em 10% nas pacientes que consumiam refrigerantes dietéticos. Já com o uso de adoçantes artificiais adicionados ao café, houve efeito negativo na qualidade do óvulo e dos embriões, na chance de sua implantação no útero e na probabilidade de a paciente engravidar.

O estudo que foi apresentado em julho no Congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, na Finlândia, também apontou que o consumo de adoçantes artificiais durante a gestação pode causar nascimento prematuro.

Outros estudos, sugeriram anteriormente que o consumo de adoçantes artificiais interferiria no metabolismo da glicose, levando a reações inflamatórias, o que em última análise interferiria tanto na qualidade do óvulo quanto no desenvolvimento do embrião. Se o açúcar por si só pode prejudicar o sucesso do tratamento da Reprodução Assistida, o adoçante é pior ainda.

Portanto, antes mesmo de começar os treinos reprodutivos com afinco e determinação, passe por um período de desintoxicação e evite o consumo dos produtos relacionados acima durante toda sua vida reprodutiva!!!

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