Espermograma

Com o este exame avalia-se, no sêmen ejaculado (por masturbação após 3 dias de abstinência: relação sexual boa (3 dias sem relações, colheita na manhã do 4º dia), o volume, o pH, a viscosidade, o tempo de liquefação, a concentração, mobilidade, morfologia e resistência dos espermatozóides, as infecções e a presença de auto-anticorpos.
Causas das anomalias seminais: as alterações do espermograma podem ser decorrentes de causas genéticas (principal causa) ou secundárias (infecções genitais, álcool, tabaco, drogas, tóxicos ambientais, tóxicos profissionais, tóxicos alimentares, sobreaquecimento, medicamentos ou sedentarismo).
As técnicas de Capacitação Espermática verificam a condição da amostra após lavagem do líquido seminal e incubação em meio de cultivo. Esse resultado complementar indicará se há ou não necessidade de utilizar técnicas de Reprodução Assistida, e qual seria a melhor técnica recomendada.
Norma de Coleta: O tempo de abstinência (2-5 dias). Método: Masturbação. A coleta da amostra de sêmen é realizada no próprio laboratório. O frasco para a coleta deve ser de boca larga e de material previamente testado quanto à toxicidade para a motilidade espermática.NO caso da religião do paciente não permitir a masturbação, o sêmen deverá ser coletado durante a relação sexual com o uso de um preservativo especial para este fim e que deverá ser encaminhado ao laboratório imediatamente após o intercurso sexual.
Valores de Referência:segundo a O.M.S. 2010.
Volume médio:  2-5 mL.  Alguns laboratórios consideram normais exames com quantidades maiores que 1,5 mL.
Valores abaixo de 1,5 mL (hipospermia) podem representar fatores obstrutivos, como agenesia de deferentes, agenesia de vesículas seminais, fibrose cística, obstrução pós-cirurgias de próstata (RTU) e obstruções pós-infecções. Podem também mostrar ejaculação retrógrada (para a bexiga) em casos de pacientes com Diabetes, lesão medular ou doenças neurólogicas (esclerose múltipla, entre outras) e distúrbios hormonais (deficiência de androgênios).
PH: 7,2-7,8. Um pH ácido indica infecção pelo bacilo da tuberculose ou ausência congênita dos canais excretores.
O pH do sêmen mede a sua “acidez”. Normalmente o sêmen é básico, ou seja, apresenta pH maior do que 7,0.
Isso é muito importante quando ocorre a deposição do sêmen no fundo da vagina em uma relação sexual. O pH da vagina é muito ácido (ao redor de 4,0) e ao encontrar este ambiente hostil, o sêmen básico “neutraliza” a acidez da vagina, mantendo os espermatozóides vivos.
Quem produz as substâncias necessárias para manter o sêmen com pH adequado são as vesículas seminais. Quando o pH do sêmen é ácido, devemos desconfiar de problemas com as vesículas, como hipoplasia, agenesia ou obstrução. Geralmente, estes problemas estão acompanhados de volume diminuído.
Viscosidade:<30 minutos. A viscosidade aumentada e o aumento do tempo de liquefação é indicação para análise genética do gene CFTR.
Concentração: > 15 milhões/mL e >39 milhões de espermatozóides ejaculados.
Vitalidade: na 2ª hora deve ser > que 58% de espermatozóides vivos.
Deve ser realizada em todos os exames, mas em especial naqueles casos em que a motilidade progressiva (MP) é menor do que 40%.
Valores menores que 58% indicam problemas na produção de espermatozóides ou no seu transporte.
É importante correlacionar a motilidade com a vitalidade, pois estes critérios estão intimamente relacionados; espermatozóides vivos, porém com baixa motilidade indicam problemas em seu flagelo; espermatozóides mortos e, logicamente imóveis, indicam problemas no epidídimo.
Vitalidade menor que 58% é denominada “necrozoospermia”.
Por meio do Teste Hipo-Osmótico (THO) é possívelavaliarmos a integridade funcional da membrana plasmática dos espermatozóides e o transporte de água através da mesma.  O exame baseia-se na observação de que espermatozóides cujas membranas estão íntegras absorvem água, quando expostos a uma solução hiposmolar em relação ao meio intracelular e são capazes de manter um gradiente osmótico, enquanto aqueles com membranas lesadas não o fazem.
Atualmente, o THO tem sido utilizado também como um teste de vitalidade espermática, com a vantagem de não utilizar qualquer corante. O teste também é utilizado para identificar espermatozóides que embora imóveis sejam viáveis para as técnicas de injeção intracitoplasmática (ICSI).
Motilidade: na 2ª Hora deve ser > que 50% e ter uma taxa de motilidade progressiva rápida > ou igual a 32%. Ainda, as taxas de motilidade progressiva rápida e não progressiva somadas devem ser > ou iguais a 40%.
Divide-se em 3:
MP (ou PR) – motilidade progressiva;
NP – motilidade não-progressiva;
IM – imóveis.
A soma de MP + NP, ou seja, a Motilidade Total, deve ser superior a 40%. De maneira análoga, a motilidade progressiva (MP ou PR) deve ser superior a 32%.
A varicocele pode causar uma alteração de motilidade. Além dela, podemos encontrar alterações nestes parâmentros em pacientes tabagistas, obesos, usuários de alguns tipos de medicamentos ou drogas ou com alterações genéticas.
Motilidade progressiva abaixo de 32% é denominada “astenozoospermia”.
Morfologia: segundo a O.M.S  e Krüger deve ser > que 4%.
Atualmente devemos nos valer apenas da Morfologia segundo os critérios de Krüger. Para a análise da morfologia, os espermatozóides são submetidos a corantes especiais e examinados no microscópio óptico num aumento de 1000 vezes. O espermatozóide normal apresenta cabeça com formato oval e superfície regular, sem defeitos na peça intermediária ou cauda.
No entanto, valores iguais ou menores do que 3%, denotam morfologia crítica e as chances de uma gravidez natural são praticamente nulas, já que o formato dos espermatozóides é tão alterado que eles não conseguem fertilizar o óvulo por não penetrar na zona pelúcida (camada de células que envolvem o óvulo). Nestes casos o tratamento de escolha é a fertilização in vitro pela técnica de ICSI.
É importante não confundir alterações da morfologia do sêmen com risco de mal-formações nos filhos, pois não existem estudos comprovando esta relação de maneira direta.
Morfologia menor de 4% é denominada “teratozoospermia”.
Elementos Agregados:
É comum a presença de células redondas no sêmen que podem representar leucócitos, células epiteliais, células prostáticas e células germinativas imaturas.
A presença de células germinais imaturas indica descamação do epitélio germinal. Ocorre geralmente nas infecções ou na diminuição da qualidade e número dos espermatozóides.
A aglutinação de espermatozóides indica a presença de anticorpos anti-espermatozoide.
A presença de leucócitos, bactérias, fungos ou protozoários indica infecção. Obriga a espermocultura para identificação dos micro-organismos e posterior tratamento.
O aumento do número de leucócitos pode representar uma infecção genital clínica ou sub-clínica, níveis elevados de radicais livres de oxigênio, títulos elevados de anticorpos anti-espermatozoides e função espermática deficiente. Todas estas condições podem ocasionar a infertilidade masculina.
Daí a importância da determinação do número de leucócitos no sêmen, que pode ser realizada por meio do teste da peroxidase. Este teste identifica e quantifica os neutrófilos polimorfonucleares, que representam a maioria dos leucócitos presentes no sêmen. O teste baseia-se na detecção da peroxidase, enzima presente nos granulócitos polimorfonucleares (PMN), que se coram em marrom quando expostos ao teste (peroxidase-positivos). As células peroxidase-negativas (não-coradas) podem representar células germinativas imaturas (espermátides, espermatócitos e espermatogônias), linfócitos, macrófagos e monócitos.
Reação Acrossômica:
A reação acrossômica é um teste que avalia o potencial fértil do espermatozóide e deve ser utilizado principalmente naqueles casos onde houve falha em tentativas anteriores de fertilização “in vitro”. “A determinação da reação acrossômica é complexa e pode ser medida laboratorialmente. Os resultados obtidos correlacionam-se com o potencial de fecundidade do espermatozóide. Homens com dificuldades para ter filhos, de causa indeterminada, podem apresentar níveis baixos ou mesmo ausência de reação acrossômica
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2 pensamentos sobre “Espermograma

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