Sintomas e Consequências

Normalmente, são a dismenorreia (cólica menstrual), dor pélvica crônica, infertilidade, menstruações irregulares, dor na ovulação, dor na relação sexual e fadiga crônica.

Nos casos mais avançados observam-se alterações urinárias e intestinais relacionadas ao ciclo menstrual, dor à evacuação, inchaço abdominal persistente, sangramento intestinal, diarreia, ardor ao urinar (disúria), sangramento pela uretra e urgência miccional.

A dor cíclica e edema de regiões cicatriciais ocorrem habitualmente nos casos de endometriose de cicatriz cirúrgica, mais comumente nas cirurgias abdominais e nas cicatrizes de episiotomias (incisões no períneo nos partos normais).

O acometimento dos pulmões e pleura pode levar a sintomas como o hemotórax (sangue no espaço pleural), pneumotórax (ar entre a pleura e o pulmão) e a hemoptise catamenial (escarro sanguinolento no período menstrual).

Estas alterações, podem provocar conseqüências ruins na vida das mulheres tanto no aspecto profissional como emocional e afetivo. Entre a repercussões profissionais alguns autores observaram a diminuição da produtividade, diminuição do ganho mensal e menor chance de promoção e evolução na carreira profissional. Acrescentam ainda que muitas pacientes referem exclusão social, problemas psicológicos (depressão) e problemas nas relações afetivas que podem chegar até a separação dos casais.

Hoje, sabe-se que a endometriose é uma das causas de infertilidade, sendo diagnosticada em cerca de 25 a 50% das pacientes com problemas para engravidar e em 5% daquelas que foram submetidas, previamente, a uma laqueadura tubária. Ela, a endometriose, também é responsável pela diminuição das taxas de sucesso em ciclos de Inseminação Artificial e/ou de Fertilização in Vitro.

Os mecanismos exatos pelos quais a endometriose causa infertilidade ainda não esta totalmente esclarecidos. Nos casos em que há formação de aderências tubárias, ovarianas e distorção da anatomia pélvica que interferem com a ovulação, a captura do óvulo e o transporte do mesmo pelas trompas é fácil entender esta relação. Entretanto, em muitos casos a endometriose causa infertilidade mesmo quando não há aderências ou alterações tubo-ovarianas. Estudos demonstraram que a endometriose pode alterar a função do líquido peritoneal, alterar a produção hormonal, provocar anormalidades na ovulação, e interferir na implantação embrionária. Todos estes fatores isolados ou associados podem levar a infertilidade feminina. Ainda, é importante salientar que  somente cerca de 20% das mulheres com endometriose vão desenvolver a forma mais grave da doença: a endometriose severa ou infiltrativa profunda. O órgão pélvico fora do sistema reprodutivo mais afetado pela doença é o intestino, em especial o reto e o sigmoide e,  em seguida,o sistema urinário, principalmente a bexiga e o ureter.
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