Miomas Uterinos

Miomas são tumores benignos, formados por tecidos musculares e fibrosos, podendo ser chamados de fibromas, que ocorrem em 20 a 50% das mulheres e mais freqüentes entre 35 e 40 anos, e que modificam a arquitetura do útero, podendo levar a obstrução das tubas uterinas, a induzir a contratilidade do útero e a ocupar espaço dentro da cavidade uterina, o que dificulta a implantação ou o desenvolvimento da gestação. A probabilidade de se transformarem num câncer é baixa, uma média de 0,05%. Os tamanhos variam, podem ser milimétricos ou até de 30 centímetros, dimensão de um feto de seis meses.

Na maioria das pacientes são assintomáticos, mas podem levar a sintomas importantes como a hemorragia, desconforto abdominal, alterações urinárias e dor. A presença ou não dessas alterações vai depender do tamanho do mioma e da sua localização no útero. Os miomas podem causar infertilidade pela sua localização e pelo tamanho, causando compressão, dificultando a implantação ou proporcionando alterações circulatórias localizadas.

Mulheres com miomas podem apresentar quadros de dificuldade para engravidar ou de abortamentos de repetição. Um estudo realizado na Inglaterra, revelou que miomas uterinos estão associados a abortos recorrentes. Os pesquisadores descobriram que, com a remoção desses miomas, o risco de aborto no segundo trimestre de gravidez é menor. Ainda que associados a abortos espontâneos, os miomas não tinham sido identificados em abortos recorrentes antes dessa pesquisa, mas, atualmente, a prevalência desses tumores está entre 30% e 60% em mulheres em idade reprodutiva. O estudo também demonstrou que a remoção de miomas que distorcem a cavidade uterina pode aumentar as chances de um nascimento com vida em mulheres com abortos recorrentes.

É importante esclarecer que leva a quadros de infertilidade em uma minoria dos casos. As portadoras de mioma devem ser muito bem avaliadas quanto ao tamanho e localização dos nódulos. Os miomas são diagnosticados através de um exame ginecológico comum ou por meio do ultra-som.

Ainda não se sabe quais são as causas reais do surgimento dos miomas, mas acredita-se que seja por predisposição genética ou pela estimulação hormonal, principalmente, de estrogênio. Geralmente, os miomas aparecem durante a década dos quarenta anos e em mulheres negras. Eles podem aumentar de tamanho no período da gravidez, devido ao crescimento dos níveis hormonais. Já na menopausa, a tendência é diminuir ou até desaparecer, pela diminuição dos hormônios femininos.

Existem três tipos de miomas: os subserosos que estão fora do útero e só prejudicam a gestação se forem muito grandes, entretanto podem causar dor e desconforto abdominal, em função do tamanho (volume); os intramurais que estão encravados na musculatura do útero e só prejudicam a gravidez se estiverem muito próximos do interior do órgão, onde o bebê se desenvolve, ou do orifício tubário, deformando a arquitetura uterina ou causando alterações circulatórias no local da implantação dos embriões – podem causar dor, hemorragia ou infertilidade dependendo do tamanho e da posição dentro do útero; os submucosos que estão dentro da cavidade uterina e podem prejudicar a gestação provocando abortos ou a dificuldade na implantação do embrião, pois funcionariam como o contraceptivo DIU (Dispositivo Intra-Uterino).

A retirada dos miomas sem necessidade ou através de técnicas inadequadas pode trazer consequências negativas à fertilidade: a) alterações da estrutura do útero; b) formação de aderências; c) enfraquecimento das paredes uterinas; entre outras.

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