Fator Imunológico

Antes de entrarmos na análise da culpabilidade de nosso sistema imunológico, precisamos ter clara a utilidade dele.

O Sistema Imunológico é o principal sistema de defesa de nosso corpo contra os agentes externos. Ele é composto por células especializadas no ataque aos agentes externos agressores e sua ação tanto pode ser direta (produção de anticorpos e citocinas) quanto indireta.

Além de ser nosso vigilante e defensor contra vírus e bactérias, ele também tem função decisiva em relação à presença de células estranhas ao organismo: órgão transplantados (rejeição e imunossupressão) e células do próprio corpo (câncer). De posse de tais informações resta-nos algumas perguntas: E, na gestação, o que acontece? Seria possível que o corpo rejeitasse o novo ser que está a se desenvolver dentro do organismo da mãe?

Sim, o fator imunológico pode ser considerado causa de Infertilidade, uma vez que são encontrados com frequência anticorpos no muco cervical materno. Devido aos recentes progressos nas técnicas de laboratório e aos conhecimentos adquiridos com maior experiência no transplante de órgãos, sabe-se hoje da existência de vários distúrbios imunológicos que podem prejudicar o desenvolvimento adequado de uma gestação. A intensidade e a qualidade da resposta do sistema imune materno são fundamentais para determinar o sucesso ou insucesso de uma gravidez. Não é de hoje que o fator imunológico desperta a atenção dos pesquisadores como causa de infertilidade.

Alguns exames foram desenvolvidos com o intuito de identificar o Perfil Imunológico, impeditivo da fertilização do óvulo e acusador das falhas de implantação e de abortos de repetição, seja em gestações naturais, seja nas obtidas pelas técnicas de Reprodução Assistida.

São eles: Doença de Chagas, HIV1 (Método 1), HTLV1/2, Hepatite B (Anticorpo Anti-HBs), Hepatite B – HBsAg – ANTÍGENO AUSTRALIA, HEPATITE B  (anti-HBc),  HEPATITE C – (Anti HCV), VDRL (SOROLOGIA LUES), o Teste Pós-Coito (Sims-Huhner), anticorpos  anticardiolipina IgA, IgG e IgM, Anticorpo antifosfatidiletanolamina IgA, IgG e IgM, Anticorpo antiespermatozóides IgA, IgG e IgM, , anticorpos antitireoidianos, anticorpo antimicrossomal (Anti TPO), anticorpo antitiroglobulina, Fator Antinúcleo (FAN), Imunoglobulina A IgA, fator anticoagulante lúpico, anticorpo fosfatidilserina IgA, IgG e IgM, células NK CD3 – / CD16+ / CD56+ IgA, Fator V de Leiden, Vitamina D 25OH,Cariótipo do casal (estudo cromossômico bandamento G), Fator II Mutação do Gene da Protrombina, Homocisteina, Anticorpo anti – DNA,  Anticorpo anti – RNP, Anticorpo anti – SM, Anticorpo anti – SS-A,  Anticorpo anti – SS-B, Anticorpo antiácido fostatidico IgA, IgG e IgM, Anticorpo antifosfatidilglicerol IgA, IgG e IgM,  Anticorpo antifosfatidilinositol IgA, IgG e IgM, Teste de Estrutura da Cromatina Espermática (Fragmentação DNA Espermatozoide)  e Cross Match.

Com os recentes avanços no estudo da imunologia da reprodução, muitas alterações, antes classificadas como infertilidade de causa desconhecida, hoje já podem ser diagnosticadas e tratadas antes mesmo de se iniciar uma nova tentativa de fertilização. Mediante a realização dessa investigação, faz-se possível o uso de medicamentos e vacinas, permitindo que gestações, antes potencialmente complicadas, tenham curso normal e desfecho esperado

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