Judaísmo

Dentro das leis judaicas tudo deve ser feito para a construção de uma família, desde que esse filho seja fruto de um casamento realizado sob os preceitos da religião judaica, sendo vetada qualquer forma de ajuda para casais que não se enquadrem nela, seja por médicos judeus ou não judeus.

O coito programado é aceito, desde que seja feito dentro das leis da religião. Além do apoio da religião, o casal com dificuldade para engravidar encontra todo o apoio dentro da comunidade judaica para a realização de seu sonho.

No caso da inseminação artificial e da fertilização in vitro  há algumas recomendações que devem ser respeitadas. A maneira como o sêmen é retirado, para ambos os tratamentos não pode ser da forma costumeira. Deverá ocorrer uma relação sexual entre o casal e a coleta do sêmen deve ocorrer utilizando-se uma camisinha especial.

Quanto ao procedimento de congelamento de óvulos e embriões, a prática é aceita desde que com acompanhamento de um rabino, assim como nos outros métodos, e com a garantia de que estes não serão utilizados por outra pessoa. Mesmo que haja a obrigação do casal judeu de ter filhos,  a doação de embriões não é aceita. O mesmo vale para doação de sêmen e óvulos.

Dentro dos costumes judaicos, todos os procedimentos da reprodução assistida precisam do acompanhamento e da supervisão de um rabino em todas as etapas, desde a coleta do sêmen e óvulos até e, principalmente, o processo da fecundação. Hoje existem rabinos especializados nesta área para auxiliar os casais judeus com esse tipo de tratamento.

É importante que todos os judeus Ashkenazi que pretendem ter filhos façam um teste do DNA para as mutações das doenças autossômicas recessivas mais comuns para saberem se são portadores dos genes responsáveis. Algumas delas: Doença de Tay-Sachs (TSD), Fibrose Cística (CF), Doença de Canavan (CD), Disautonomia Familiar (FD), Síndrome de Bloom e Doença de Gaucher. As frequências de portadores e a incidência das doenças entre os judeus Ashkenazi foram calculadas em aproximadamente 1/31 e 1/3.900, respectivamente, para TSD, 1/25 e 1/2.500 para CF, 1/36 e 1/5.200 para CD, e 1/30 e 1/3.700 para FD. Outras doenças como Mucolipidose IV, Niemann-Pick tipo e a anemia de Fanconi grupo C são mais raras.

O Colégio Americano de Genética Médica (The American College of Obstetricians and Gynecologists) tem recomendado a triagem para a população judaica Ashkenazi, e o que poucos sabem é que a fertilização in vitro possibilita o diagnóstico pré-implantacional, evitando a transmissão para os filhos dos genes das doenças Tay-Sachs (TSD), Fibrose Cística (CF), Canavan (CD) e Disautonomia Familiar (FD).

O Comitê ACOG em Genética (The American College of Obstetricians and Gynecologists) faz as seguintes sete recomendações:

1. A história familiar de pessoas que desejam a gravidez, ou que já estão grávidas, deve determinar se algum dos membros do casal é de ascendência judaica do leste Europeu (Ashkenazi) ou se há algum parente com uma ou mais das doenças genéticas listadas acima.

2. Triagem de portadores da TSD, Doença de Canavan, Fibose Cística e Disautonomia Familiar deve ser oferecida aos indivíduos judeus Ashkenazi antes de engravidarem ou durante a gravidez precoce, de modo que o casal tenha oportunidade de considerar as opções de testes de diagnóstico pré-natal. Se a mulher já está grávida, é necessário avaliar ambos os parceiros simultaneamente para que os resultados sejam obtidos em tempo hábil a assegurar que os testes de diagnóstico pré-natal sejam possíveis.

3. Indivíduos de ascendência judaica Ashkenazi devem perguntar sobre a disponibilidade de triagem de portadores de outros distúrbios. A triagem de portadores está disponível para mucolipidose IV, Doença de Niemann-Pick tipo A, Anemia de Fanconi grupo C, Síndrome de Bloom e Doença de Gaucher. Materiais educativos podem ser disponibilizados para que os pacientes interessados estejam informados para decidir sobre testes de rastreio adicionais. Alguns pacientes podem se beneficiar do aconselhamento genético.

4. Quando apenas um dos parceiros é de origem judaica Ashkenazi, ele deve ser examinado em primeiro lugar. Se ele é um portador, ao outro parceiro deve ser oferecida também a pesquisa genética (triagem). No entanto, o casal deve ser informado da baixa frequencia de portadores entre indivíduos não-judeus.

5. Aos indivíduos com história familiar positiva de uma destas perturbações, deve ser oferecida a pesquisa genética para verificar se é um portador para este distúrbio específico, pois pode se beneficiar do aconselhamento genético.

6. Quando ambos os parceiros são portadores de uma dessas doenças, eles devem ser encaminhados para o aconselhamento genético, onde será oferecido o diagnóstico pré-natal. Casais portadores devem ser informados sobre as manifestações da doença, a gravidade e as opções de tratamentos disponíveis. O diagnóstico pré-natal por “DNA-based tests” pode ser realizado em células obtidas por biópsia de vilo corial e amniocentese ou pelo PGD (Diagnóstico Pré-Implantacional) na fertilização in vitro.

7. Quando o indivíduo for portador, os seus parentes têm também o risco se serem portadores da mesma mutação. O paciente deve ser encorajado a informar seus parentes de tal risco e da disponibilidade dos testes genéticos para a identificação do gene. O médico não precisa entrar em contato com esses parentes, porque a confidencialidade com o paciente deve ser mantida.

A triagem de portadores é voluntária. Consentimento informado e garantia de confidencialidade são obrigatórios. Para todas essas desordens, um resultado negativo do teste de triagem, para um ou ambos os parceiros, reduz significativamente a possibilidade de um indivíduo afetado na prole.

Os pacientes devem considerar, antes da decisão de passar por um teste genético, a prevalência da doença, o risco de transmissão e a gravidade da mesma, além de levar em conta se poderão se submeter a um tratameto de fertilização assistida, caso o resultado seja positivo.

1 comentário

Um pensamento sobre “Judaísmo

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