Luteranismo

A tradição luterana, como as igrejas cristãs em geral, apoia o bem-estar da família e alegra-se com os filhos oriundos do amor entre um homem e uma mulher. Conhece, por outro lado, as dificuldades que casais podem ter em realizar este sonho. Não há, sob este olhar, nenhum impedimento religioso na observação do ciclo menstrual para facilitar a gravidez, como é o caso do tratamento do coito programado.

Não há impedimento algum em apoiar a gravidez por meio da inseminação artificial e da fertilização in vitro, desde que o esperma seja do marido. Ele salienta que, em relação à FIV, a técnica em si não enfrenta resistência no meio luterano, uma vez que é mais uma forma de ajudar um casal que, por uma razão ou outra, não consegue a gravidez por meio do coito.

Diante de questionamentos éticos relativos aos embriões excedentes para uso em pesquisa, a seleção dos embriões, a análise e eventual modificação genética do embrião in vitro, é preferível que haja o menor número possível de embriões congelados. Para os luteranos, não há problema se forem implantados posteriormente como é o caso do procedimento de congelamento de embriões ou a doação de embriões a outros casais.

Quanto ao congelamento de óvulos, é uma questão ainda pouco discutida no meio luterano. A princípio, por tratar-se de uma técnica de apoio à gravidez, pode ser considerada positiva. Também evita produzir embriões cujo destino depois faria surgir questionamentos éticos sérios. O óvulo em si ainda não pode ser considerado vida humana. O que pode ser discutido, contudo, é se não há um exagero no desejo pela gravidez, querendo ultrapassar os limites biológicos naturais (menopausa). Se não existe impedimento para ajudar na gravidez mediante as técnicas citadas, também não existe propriamente um direito a ter filhos.

A tradição luterana incentiva a construção da família estável, contudo, há restrições em relação à doação de sêmen e óvulos por terceiros, uma vez que uma criança deveria ser concebida com o óvulo da mãe e o sêmen do pai, com os quais conviverá em família após o nascimento e, de certo modo, mesmo antes. A família é constituída pelos relacionamentos pessoais, mas também pelo laço genético. Se não for possível conceber um filho biológico, recomenda-se a adoção de uma criança.

1 comentário

Um pensamento sobre “Luteranismo

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