Planejando a Gravidez

1. Diversão – Aproveite a vida a dois sem filhos:

Antes de engravidar, viaje, curta seu companheira (a), saia com os amigos, pratique esportes radicais, durma até tarde.

Estes é apenas o primeiro conselho dado pelas mamães experientes…

Apenas, não se apavore, pois conforme muitas mamães de outras gerações, como a minha, por exemplo, a sua liberdade só vai acabar se você não souber educar seu filho. Claro que o ritmo no começo, será menos intenso, haverá (talvez) noites mal dormidas…Mas, se tudo correr bem e você planejar com cuidado a rotina de seu pequeno, você poderá fazer tudo aquilo que fazia antes da gravidez.

Lembre-se Gravidez e Maternidade não devem ser sinônimos de cárcere privado, informe-se, leia, faça cursos.

2. Reflita, analise, pense, discuta sua decisão:

Não se esqueça, filhos são para toda a vida, pergunte-se: vocês estão preparados para ter um bebê, como vocês irão criar e educar esta criança, como vai ser a rotina de trabalho de vocês após o nascimento, voc~es realmente estão dispostos a abrir mão de certos luxos em prol da felicidade de seu filho?

Caso as respostas sejam afirmativas, comunique a decisão a familiares, amigos próximos ou casais que estejam também tentando, converse com eles sobre seus medos e ansiedades, este tipo de apoio será muito útil nos meses que se seguirão.

3. Programe suas Finanças e se espaço físico:

Seja realista, bebês são sinônimos de despesas: plano de saúde, consultas particulares, tratamentos para infertilidade, exames médicos, pré-natal, pediatra, troca de casa, mobília do quartinho do bebê, enxoval, creche, escolinha…Todas são despesas que devem ser pensadas antes mesmo da gravidez ocorrer.

A maioria dos planos de saúde tem 10 meses de carência para gravidez, mesmo se apenas para mudança de categoria. Por isso, se você tem convênio ou plano de saúde, informe-se para ver quais hospitais, médicos e exames o plano cobre e se há reembolso. Se quiser mudar de categoria, terá de fazer isso antes de engravidar. Em caso de troca de operadora de plano de saúde, não se esqueça de pedir pelo aproveitamento da carência do plano anterior!

Caso você não tenha plano de saúde e pretenda entrar em um, vale a mesma coisa: você vai precisar entrar pelo menos dez meses antes da data do parto, portanto é bom dar uma boa antecedência antes de começar as tentativas concretas.

Maternidades particulares têm planos especiais para quem não tem plano de saúde — você pode se informar sobre eles.

Todas as mulheres têm direito a atendimento pelo SUS, de graça, mas é aconselhável investigar na sua região para ver a qualidade da assistência médica, que varia muito. Um bom começo é procurar as unidades básicas de saúde (postos) para saber como funciona o pré-natal e também os requisitos para fazer parte dos tratamentos de infertilidade (no SUS tem idade limite e nos projetos particulares de incentivo a renda do casal é um fator limitante).

Caso você opte por fazer tudo no particular, atente-se para as despesas de parto, visite os hospitais e se informe sobre os custos do parto natural e cesárea, anestesistas, pernoite e uso da UTI.

4. Vida Saudável – Alimentação e Exercícios Físicos:

Apesar de ainda não estar “comendo por dois” (regra que deve ser esquecida durante a gestação), seu organismo necessitará de nutrientes essenciais à manutenção de uma gravidez saudável. Procure um profissional nutricionista ou nutrólogo e faça uma avaliação.

Tente incorporar em sua dieta diária ao menos 2 porções de frutas e 3 de hortaliças e verduras, não se esquecendo das fibras e dos alimentos ricos em cálcio (leite, queijos, iogurtes, brócolis). Caso você seja adepta de peixes como cação, peixe-espada, garoupa e marlin, comece a procurar por substitutos que não contenham mercúrio (metal com meia-vida de 1 ano no organismo), pois ele é prejudicial ao desenvolvimento do bebê. Substitua-os por 350 g de salmão ou atum, duas vezes por semana.

Reduza a ingestão de cafeína (Café, chás, refrigerantes, chimarrão), pois ela além de afetar a absorção de ferro, afeta a fertilidade e aumenta o risco de morte do feto no útero. Reduza o consumo gradativamente.

Pegue mais leve na vida noturna, pare de fumar, pare o consumo de outras drogas e de álcool, pois estes podem provocar abortos espontâneos, partes prematuros e, ainda, podem levar o seu bebê a ter pouco peso ao  nascer

Comece a preparar seu corpo pegando mais leve nas noitadas, principalmente reduzindo ou eliminando o cigarro, o consumo de drogas e de bebidas alcoólicas. Vários estudos já demonstraram que o fumo e o uso de drogas podem provocar aborto espontâneo, parto prematuro e bebês com baixo peso ao nascer.

Não se esqueça, o cigarro afeta a fertilidade masculina e feminina. Quanto ao álcool seus efeitos ainda são imprevisíveis, por isto alguns médicos sugerem que a mulher pare de beber antes da concepção.

Se você está fora do seu peso ideal, corra atrás do prejuízo, pois mulheres muito magras ou acima do peso (com IMC abaixo de 20 ou acima de 30) tem mais dificuldades para engravidar. Cuide da alimentação e monte um plano de exercícios, eles são importantes antes, durante e depois da gravidez, sempre tomando os cuidados necessários. A atividade física ajuda a reduzir o stress, sendo o ideal praticá-la por 1 hora diária de 3 a 4 vezes por semana. Caminhadas, bicicleta, musculação, pilates, alongamento e hidroginástica são altamente recomendados.

Não exercite-se em excesso, pois pode alterar o ciclo menstrual. Em caso de sedentarismo, comece com calma e com orientação médica, de inicio uma caminhada de 10 a 20 minutos está ótimo.

5. Dentista:

Várias são as doenças do aparelho bucal que podem afetar a gravidez, sendo os problemas nas gengivas causados pelas alterações hormonais o número um de nossa lista. Procure seu dentista antes de engravidar e faça revisões periódicas.

6. Saúde Mental:

Mulheres deprimidas tem dificuldades para engravidar, caso vocês esteja passando por isto ou por momentos difíceis é melhor procurar ajuda especializada e tratar os problemas antes de engravidar, pois em muitos casos as mudanças hormonais provocarão depressão durante e depois da gravidez.

O médico saberá quais antidepressivos podem ser tomados enquanto se está tentando engravidar. Vale tentar também técnicas como ioga e meditação.

Não pense que a gravidez é a solução para os problemas do seu relacionamento, se ele já não está muito bem das pernas, procure aconselhamento específico.

7. Visite seu Clínico Geral e seu Ginecologista:

Peça seu histórico médico ao seu Clínico geral, pesquise se houve em sua família crianças que morreram na primeira infância, que nasceram com problemas ou se há parentes com doenças crônicas.

Vale muito a pena investigar se na família de ambos há histórico de problemas genéticos ou cromossômicos: Síndrome de Down, Anemia falciforme, talassemia, Fibrose Cística, Tay-Sachs, Hemofilia, etc.

De posse destas informações, vá ao seu ginecologista e pergunte se é necessário algum tipo de exame especial ou de aconselhamento genético.

Na consulta com o ginecologista, peça para fazer um check-up geral, diga a ele quais os remédios que tomou recentemente ou que está tomando, alguns remédios podem permanecer no organismo mesmo depois de parar de tomá-los. Relate ao médico, todos os problemas de saúde crônicos e verifique a necessidade de refazer as vacinas de Rubéola, Sarampo, Anti-tetânica e Hepatite, entre outras.

8. Após a consulta:

Vá a uma farmácia e compre Ácido Fólico, sob orientação médica claro, ele evita uma série de defeitos no bebê e deve ter sua ingestão iniciada pelo menos 1 mês antes da mulher engravidar. Ele é fornecido gratuitamente nos postos de saúde.

De preferência ingira ácido fólico separadamente, não compre complexos vitamínicos. O excesso de algumas vitaminas pode ser prejudicial ao feto: A (até 770mcg ao dia).

Proteja-se contra infecções, é bom começar desde logo a tomar as mesmas precauções da gestação, já que infecções são altamente prejudiciais nas primeiras semanas de gravidez.

Lave as mãos com frequência, não tenha contato com gatos (toxoplasmose), não coma carne/ peixe crus.

Evite tomar remédios após a ovulação ( a partir da metade do ciclo menstrual). E, observe seu corpo, se estiver muito ansiosa tente descobrir a data de sua ovulação, há vários métodos e alguns exames que possibilitam esta descoberta.

9. Anticoncepcional – Pare Agora!

Dependendo do método utilizado na anticoncepção, basta deixar de usar a camisinha e vocês já estarão “tentando”, mas no caso de métodos hormonais a coisa não é tão fácil.

Se você toma a pílula tradicional combinada  é melhor terminar de tomar a cartela, para evitar que sua menstruação fique desregulada. Não fique ansiosa, pode levar alguns meses até que o ciclo entre nos eixos.

O mesmo vale para os adesivos e o anel intravaginal. No caso da injeção de Depo-Provera, pode demorar mais tempo para você começar a ovular de novo, mesmo que a menstruação volte ao normal rápido. DIUs e implantes precisam ser retirados pelo médico.

Quanto tiver parado de usar anticoncepcional, acostume-se a marcar na agenda ou no calendário a data da sua menstruação.

10. Apimente a relação:
Há especialistas que acham que, quanto mais excitada a mulher, maior é a chance de haver fertilização. Já outros acham que não faz diferença.

Prepare-se para esquentar as coisas: uma lingerie provocante, velas no quarto, uma massagem… Faça o que funciona melhor para vocês.

(Em Construção)

10 Comentários

10 pensamentos sobre “Planejando a Gravidez

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    • Oi Hellen, olha só, eu mesma, tive a infelicidade de pegar toxoplasmose de um gato de uma prima, que ela tinha recém tirado da rua…Como sei disto?Porque na época não comia nenhum tipo de salada e nem muito menos fui exposta a outro fator de risco a não ser o gato, que foi levado ao veterinário e teve confirmada a suspeita de toxoplasmose…
      Se a mulher tem gato, leva no veterinário e toma todos os cuidados necessários para evitar a doença!
      E, claro, faz um exame pra saber se já não foi exposta à doença…
      Não vai deixar de ter gatos por causa disto, é só cuidar bem dos bichinhos e se cuidar tb!
      Agora não acredita em tudo que dizem por aí a respeito de que a doença não vem de gatos, porque não é verdade!Ela vem de gatos sim e de outros vetores tb!

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