ICSI

Principal técnica de micro manipulação, e que veio a revolucionar o tratamento e a perspectiva dos casais em que o homem apresenta alterações severas na qualidade dos espermatozoides.

Através de microscópios especiais e equipamentos denominados de micro manipuladores, um único espermatozoide é injetado dentro de um óvulo, com o auxilio de uma agulha cerca de sete vezes mais fina do que um fio de cabelo. Por esta técnica, eliminam-se praticamente todas as barreiras que poderiam impedir um determinado casal de conseguirem uma gravidez. Para alguns casos de ausência de espermatozoides no liquido seminal (Azoospermia), realizamos aspiração de epidídimo (PESA) ou até biopsia testicular (TESA). As etapas do procedimento são praticamente as mesmas da FIV (Fertilização “in vitro”, diferindo apenas no modo em que os óvulos são inseminados).

Etapas:

Super Ovulação: Diferentemente das técnicas de Fertilização Assistida mais simples, existe aqui a necessidade da produção de um numero maior de folículos ovarianos contendo óvulos para serem manipulados em laboratório, com o objetivo de se formarem embriões, que posteriormente, serão introduzidos no útero da paciente. Para tanto, serão utilizadas medicações indutoras da ovulação bem mais potentes, sendo que a produção de óvulos, independente da medicação a ser utilizada, dependera muito de cada caso, sendo muito influenciada pela idade da mulher. Assim sendo, quanto mais jovem a paciente, existe a tendência em se produzir um número maior de folículos com óvulos aptos a serem aproveitados, aumentando assim as possibilidades de sucesso do tratamento.

Controle do Crescimento dos Folículos: Realizado por ultra-sonografia pélvica transvaginal seriada, sendo necessários, em média, entre 4 e 6 exames, com intervalos entre 2 a 3 dias entre eles, para se determinar o momento adequado da coleta dos óvulos, que é a próxima etapa do procedimento.

Coleta de Óvulos:  Algumas horas antes de ocorrer a ovulação, através de uma punção aspirativa guiada por ultra-sonografia pélvica transvaginal, obtêm-se os óvulos da maioria dos folículos desenvolvidos durante a fase de estimulação. Esta obtenção é conseguida pela introdução de uma agulha, através da vagina, penetrando nos ovários e, auxiliado por uma bomba de vácuo, o liquido dos folículos é coletado em tubos plásticos. Como a penetração da agulha nos ovários gera dor, existe a necessidade da realização de uma anestesia para tal procedimento. Como o procedimento de coleta raramente ultrapassa 15-20 minutos, a anestesia empregada é de curta duração e de muito rápida recuperação, sendo que mais ou menos 1 hora após o termino da mesma, a paciente pode se dirigir para sua residência, independente da cidade onde resida. Logo após coletados, os óvulos são colocados em meios de cultivo especiais, em uma incubadora, por um período de 4 a 6 horas, antes de serem utilizados para a fertilização propriamente dita.

Coleta de Espermatozoides: Logo após a coleta dos óvulos, uma amostra de sêmen do marido é coletada por masturbação. Nos casos de ausência de espermatozoides no sêmen do marido (azoospermia), os espermatozoides terão de ser obtidos através de punção com agulha ou pequena biópsia no testículo. Após a obtenção da amostra, os espermatozoides serão identificados e adequadamente preparados para serem utilizados.

Inseminação dos Óvulos: É selecionado apenas um espermatozoide para cada óvulo a ser inseminado. Estes espermatozoides são introduzidos , por punção, através de uma agulha finíssima, no interior de cada óvulo maduro coletado. Com este procedimento elimina-se praticamente todas as barreiras para a formação de embriões, o que confere ao casal, uma real possibilidade de sucesso no tratamento. Após a injeção dos óvulos com os espermatozoides  os mesmos são mantidos em uma placa de cultivo, a qual é mantida em observação em condições ideais de cultivo por um período entre 18 a 24 horas, quando será verificada a presença e o numero de embriões formados. Os embriões obtidos serão cultivados por um período adicional entre 2 e 5 dias para, posteriormente, serem transferidos para o útero.

Transferência dos Embriões ao Útero: Após um período de cultivo em laboratório entre 2 e 5 dias, os embriões serão selecionados conforme critérios de qualidade e posteriormente transferidos ao útero, em um numero entre 1 e 4, conforme desejo do casal e condições de qualidade dos embriões. Quanto mais jovem a mulher, existe uma tendência de se transferirem menos embriões ao útero, para que se diminua o risco de gestação múltipla. O processo de transferência dos embriões e indolor, não necessitando nenhum tipo de anestesia para sua realização. É recomendado um período de repouso de aproximadamente 3 dias após a transferência, sendo que após este período, a paciente pode retornar as suas atividades normais.

Manutenção da Fase Lútea: Tem como objetivo, pelo uso de progesterona natural por via vaginal ou oral, obter um endométrio mais receptivo aos embriões, facilitando a implantação e auxiliando na manutenção das fases iniciais da gestação. Esta medicação deverá ser mantida até pelo menos 12 semanas de gestação.

Resultado do Tratamento: Após 12 dias da transferência é realizado um teste de sangue ( Bhcg quantitativo ) para detectar a presença de gravidez. As taxa de sucesso são semelhantes as da FIV e estão em torno de 35 a 45% de gravidez por ciclo com transferência de embriões, estando o sucesso diretamente relacionado a idade da paciente, ou seja, quanto mais jovem for a paciente submetida a esta técnica, maiores serão suas possibilidades de obter sua gravidez.

Deixe um comentário

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s